Há mais de 2.000 anos atrás, nesta data (16 de março), se morássemos na região onde atualmente está a Itália e Grécia, as mulheres estariam nuas, correndo pelas ruas, gritando de forma aguda e tocando tamborins. Algumas delas estariam vestidas com algumas tiras de peles de grandes felinos e carregando jarros de bebidas alcoólicas nas mãos, convidando todos para uma verdadeira “rave” com dias de duração, onde “rola de tudo”.Pois é! Estaríamos comemorando o primeiro dia das Festas de Baco (Deus do Vinho e da Alegria). Uma festa regada a bebidas, danças, gritos, muita embriaguez e “tudo o que se possa imaginar”, chamada de “Bacanal”.
Reza a Mitologia que, Sêmele, uma mulher mortal, teria engravidado de Júpiter (Deus dos Deuses). Com ciúme, Juno (esposa de Júpiter) teria se disfarçado de uma frágil senhora e orientado a amante de seu marido a pedir que ele se revelasse em sua forma real e plena, a de um Deus.
Júpiter tentou dissuadir sua amante, alertando que isso não seria muito bom pra sua saúde, mas nós sabemos como são as mulheres... Resultado: Júpiter, com todo o seu esplendor e poder, literalmente, “fritou” Sêmele. Depois disso, ele teria recolhido o feto do meio das cinzas e o gerou em sua própria coxa... assim nasceu o alegre e festeiro Baco.
A história do garoto foi muito sofrida, envolvendo uma maldição de sua “madrasta” Juno, que o levou à loucura. Depois ele foi curado por Cibele (Deusa da Fertilidade e da Natureza), que ainda o ensinou os segredos das vinhas, como podar, conduzir e produzir o vinho. E então, ele ficou incumbido de trazer essa novidade à humanidade.
Juno tentou fazer de tudo para que o garoto não voltasse à sua terra natal com a boa nova, mas mesmo assim ele conseguiu, com sua flauta, musas e sátiros. E chegando lá, convidou a todos para uma festa digna dos Deuses, onde ensinou o segredo do vinho, e todos beberam... e bem... parece que o clima estava meio quente, as pessoas estavam meio alteradas... e... aconteceram muitas coisas “Proibidas para Menores”.
Os cultos a Baco realmente existiram, e os historiadores diriam que costumavam ser “muito fiéis” ao que se relata na Mitologia. E para satisfazer o Deus do Vinho, estes “eventos” eram realizados cinco ou seis vezes por ano! Até alguém finalmente colocou ordem nessa p... festa... e em 186 a.C. o Senado Romano proibiu os Bacanais.
Bem... sabe-se que até hoje algumas pessoas desrespeitam essa Lei, né?!
OBS: Deixe-me acrescentar um pouco de utilidade a este post... a imagem que se vê no banner acima é uma obra de 1884, chamada “A Juventude de Baco” (The Youth of Bacchus), de um pintor renomado, William Adolphe Bouguereau (1825 – 1905). Clique aqui para ver a obra, e aqui para saber mais sobre Bouguereau.
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