Meus caros;
Após mais um período de ausência neste blog, porém sempre atento às suas atualizações, estou de volta, para a alegria ou a tristeza daqueles que prestigiam esta coluna...e com todo o fôlego para esta nova fase do FAZ-ME RIR!
Então, vamos ao que realmente interessa.
O tema desta coluna é, sem dúvida, dos mais instigantes: a honestidade do povo brasileiro.
E a razão que me motivou a esta reflexão é a discussão do momento em Brasília: a farra das passagens aéreas.
Conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação, nossos ilustres representantes do Poder Legislativo Federal (Deputados Federais e Senadores) possuem uma quota de passagens aéreas para serem utilizadas em viagens “a trabalho”, nacionais e internacionais, com direito a acompanhantes (assessores e familiares)
Para você, suficiente? Para mim, já um certo exagero. Porém, aos olhos de nossos políticos...ainda não estava suficiente.
Assim, muitos de seus parentes e amigos foram cordialmente presenteados com diversas passagens aéreas para viagens nacionais, e até mesmo internacionais: Paris, Miami, Buenos Aires, etc...e quem paga a conta? Nós, os contribuintes (nada mais justo, não?!)
Não sou adivinho, mas tenho certeza daquilo que você pensou ao ter se relembrado desta e de muitas outras histórias: os políticos são corruptos, ladrões (para ficar naquilo que é publicável).
Pois bem! O momento agora é apropriado para levantarmos uma questão: esta desonestidade apenas se dá em nossa malfadada classe política, ou é um reflexo da sociedade brasileira como um todo?
Discussão tola, sem importância??...infelizmente não...
No Brasil, muitos (mas não todos, para nossa salvação!!!!!), independentemente de condição sócio-econômica, tem o péssimo hábito, devidamente enraizado na própria cultura, em sempre buscar levar vantagem em tudo, mesmo que de forma desonesta...É a famosa Lei de Gérson: “Eu sempre levo vantagem em tudo”. Porém, não irei tentar discorrer sobre este tema apenas com definições genéricas...então, passemos aos exemplos do dia a dia:
Se um indivíduo entra num ônibus, ele tenta enganar o cobrador para pagar menos; se ele faz uma determinada compra e recebe troco a mais, nem pensa em devolver...sai de fininho, muito feliz e considerando aquele que errou um idiota!
Outros exemplos infelizmente não faltam: são carros estacionados em locais proibidos, em vagas reservadas para deficientes físicos; são os famosos fura-filas, tremendos pilantras que nos atormentam em bancos, agências dos correios, etc; são aqueles que encontram determinados objetos nas ruas e, nem ao menos, tentam descobrir seus verdadeiros proprietários; são aqueles que simulam doenças e fraudam o INSS, recebendo benefícios que tanto oneram os cofres públicos, para ficar naquilo que é mais leve, sem adentrarmos o campo dos estelionatários e falsários profissionais.
Nas escolas, em todos os níveis da educação, também vemos atos desonestos: pessoas contratadas para realizarem provas em nome de outrem, monografias plagiadas ou redigidas por indivíduos contratados pelo aluno, até mesmo em uma inocente “cola”, prática a qual todos já incorremos em alguma altura de nossa vida acadêmica....
E outros exemplos caberiam perfeitamente....use sua imaginação...
O grande problema é que esta cultura é em grande parte motivada pelo famoso jeitinho brasileiro, apregoado em verso e prosa aos quatro ventos...tudo se resolve com uma boa conversa, com uma cervejinha, na manha...
Uma conseqüência lógica de “nossa” ginga, malemolência, versatilidade} NÃO!!!! É pura e simples DESONESTIDADE!!!!!!
Através disto, levanto um questionamento: quando afirmamos que a classe política necessita de mudanças, de mais honestidade, será que esta mudança, de fato, não deve primeiramente ocorrer na base da sociedade, para que, posteriormente se reflita em nossos representantes nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário?
Opine, discorde ou concorde, mas participe do FAZ-ME RIR!

4 contestações:
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